5 REGRAS DE OURO PARA UMA COMUNICAÇÃO EFICAZ NAS REDES SOCIAIS

 

 

5 REGRAS DE OURO PARA UMA COMUNICAÇÃO EFICAZ NAS REDES SOCIAIS

Existe um fenómeno incrível, que está profundamente enraizado na cultura comunicacional dos nossos dias. Apesar de ser um dado adquirido, a verdade é que seria impensável imaginar esta realidade há cerca de quinze ou vinte anos atrás. Atualmente, marcas, empreendedores e freelancers de todo o mundo, independentemente da sua localização geográfica, capacidade financeira, dimensão ou setor de atividade, têm um denominador comum: a gestão da sua presença nas redes sociais. Esta gestão tornou-se num requisito à escala global. Não há forma de contornar a realidade evidente de um mundo cada vez mais tecnológico e assumidamente digital.

O cardápio é extenso e variado, e praticamente todas as semanas surgem novidades. São centenas, entre plataformas digitais e Apps, e adaptam-se a todos os gostos, perfis, objetivos e stakeholders.

De acordo com o site www.makeawebsitehub.com, em 2015, existiam aproximadamente 2 biliões de utilizadores, mas com o incremento dos tablets e smart phones estima-se que, em 2018, o número de utilizadores das redes sociais ultrapasse a barreira dos 2.6 biliões. Contra factos não há argumentos. É um fenómeno que ficará na história.

Storytelling, marketing de conteúdos (textos, fotos e vídeos), ativação de marca e divulgação de eventos, são apenas alguns dos elementos de comunicação produzidos diariamente em todo o mundo, que alimentam o universo digital.

As ações offline continuam, naturalmente, a ter importância (enquanto profissional de comunicação, que valoriza e defende o contacto face to face, quero acreditar que a sua relevância nunca desaparecerá), mas a verdade é que a balança não engana, o peso do digital aumenta cada vez mais. Como resultado, existe uma consequência inevitável: as redes sociais requerem uma gestão regular, estruturada e consistente. Criar uma conta numa rede social e optar por não alimentá-la, é algo que não trará benefícios. As potencialidades destas plataformas são imensas, e se forem devidamente exploradas, podem acrescentar muito valor, nomeadamente ao nível da qualidade e intensidade da relação com os consumidores. Também é importante não esquecer que, mesmo quando uma marca não tem nada para comunicar aos seus clientes, está a passar uma mensagem. Não há hipótese, mesmo quando não quer, está a comunicar. A comunicação existe sempre, e para ser eficaz tem de ser trabalhada de forma consistente e com propósito.

Perante este cenário, colocam-se dois grandes desafios com os quais todos nós já nos deparamos.

Como seleccionar as soluções digitais que melhor se adequam à sua marca ou negócio?

Não existe uma resposta certa. Cada caso é um caso. Mesmo quando comparamos marcas concorrentes, existe sempre algo que as diferencia, e nesse sentido, a estratégia e respetivos canais de comunicação deverão ser sempre definidos tendo em conta o ADN específico de cada uma.

Por exemplo, se considerarmos duas marcas concorrentes de dimensão mundial como a McDonald´s e a Burger King vamos descobrir através dos seus sites, que uma apenas aposta em três redes sociais e outra em duplica a sua presença digital. A McDonald´s elege: Facebook, Instagram, Twitter, You Tube, Spotify e Tumbrl. A Burger King selecciona apenas três das plataformas mais comuns: Facebook, Instagram, Twitter.

Ambas as marcas têm uma vasta equipa de profissionais responsáveis pela comunicação e gestão das redes sociais, e nesse sentido, a selecção em causa não passa pela dimensão da equipa ou budget disponível. É simplesmente uma questão de estratégia, e de identidade, que apenas as próprias marcas poderão justificar. Este exemplo, serve apenas demonstrar que cabe única e exclusivamente a cada marca selecionar os canais digitais que fazem mais sentido para a sua estratégia de comunicação integrada.

No entanto, uma coisa é certa, para estar presente em qualquer rede social, essa presença deve ter qualidade, relevar actividade regular e transmitir coerência e propósito na comunicação desenvolvida. Às vezes menos é mesmo mais. Numa fase inicial, um pequeno empreendedor ou uma start-up, poderá optar por duas ou três plataformas no máximo (por exemplo: Facebook, Instagram e LinkedIn), e geri-las de forma profissional e consistente. Será preferível, do que estar em várias e depois não ter tempo ou uma equipa que consiga assegurar uma presença eficaz.

E, é desta forma, que passamos para o segundo desafio.

Como desenvolver uma estratégia de comunicação digital eficaz? Existem cinco regras fundamentais que dão resposta a esta questão.

 

1º Defina o ADN da sua marca – Se não conhecer claramente a essência da sua marca ou negócio, não vai conseguir encontrar a linguagem que define a identidade do mesmo. A linguagem é um elemento chave, ela será a embaixadora da sua marca. É através dela que a sua marca, produto ou serviços serão percepcionados por todos os stakeholders relevantes. É a linguagem que gera aproximação e identificação.

 

2º Defina um bom plano de comunicação – O planeamento é fundamental. É ele que dá estrutura, coerência e indica uma direcção. Após a sua execução e implementação deverá existir uma avaliação e os resultados deverão ser medidos. Mais uma vez, tenha em mente que as opções são variadas, mas apenas fará sentido trabalhar a comunicação nas redes sociais que o vão ajudar a alcançar os seus objetivos.

 

3º Avalie se tem capacidade e tempo para gerir as redes sociais – Se chegar à conclusão que não quer, não gosta ou simplesmente não tem tempo, contrate um bom profissional que assegure a gestão das suas redes sociais. O mundo do empreendedorismo pode ser overwhelming. Tantos assuntos, decisões e trabalho. É normal que estabeleça prioridades, deve fazê-lo. Existem profissionais que praticam valores acessíveis e oferecem um trabalho de qualidade.

 

4º Storytelling – Todos temos uma história. A nossa vida compreende várias fases: infância, adolescência, fase adulta e velhice. As marcas e os negócios são exactamente iguais. Nascem, crescem e amadurecem. A história faz-se diariamente, através da essência e de uma boa estratégia de marketing de conteúdos. Negligenciar este elemento não trará vantagens. Por outro lado, se incrementar o storytelling e apostar em textos, imagens e vídeos de qualidade, está no caminho certo para reforçar a conexão com o seu target.

 

5º Conexão lado humano e emocional – Os consumidores estão mais exigentes. Têm acesso a mais informação e têm mais poder de escolha. Vão optar por marcas que falam a sua linguagem, que percebam as suas necessidades, que se preocupam e revelam profissionalismo, qualidade e humanidade. Lembre-se que os consumidores são pessoas e que existem elementos comuns a todas pessoas, independentemente de o seu cliente ser um indíviduo ou uma empresa.

 

As redes sociais vieram para ficar. Até onde continuarão a crescer? O que virá a seguir? São perguntas para as quais ainda não existe resposta, mas perante a realidade de hoje, este é o conselho mais importante: foque-se naquilo que realmente importa. Olhe para as redes sociais como um aliado estratégico, e não como um inimigo que consome horas do seu precioso tempo.

Priorize aquelas que apresentam mais vantagens e não se esqueça de equilibrar e complementar a sua estratégia de comunicação com ações offline. Por mais utéis e poderosas que sejam as redes sociais, não há nada, mas mesmo nada, que substitua a energia e o sentimento de conexão de um contacto face to face.

 

Carla Costa

Consultora de Comunicação e Relações Públicas

Missão: Criar estratégias de Comunicação únicas e com significado, que reflitam o ADN dos clientes.

www.carlacostaconsulting.com

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