AS GRANDES TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES PARA 2016.

No geral, 2015 foi de forma clara e inequívoca, um ano de evolução positiva para o mercado imobiliário português, especialmente, no que diz respeito à área de mediação imobiliária.
Analisando os resultados deste ano, podemos construir uma base de projeção para 2016. Vejamos, a procura e atribuição de crédito à habitação aumentou, tudo indica que esta tendência manter-se-á para 2016 revelando-se assim como uma tendência positiva e fulcral para suportar o crescimento transacional no mercado imobiliário, nomeadamente, no seu segmento residencial.

O investimento estrageiro continuou a ter um peso muito relevante nas transações em 2015, tudo aponta para uma continuação desta tendência em 2016, salientando a crescente procura pelo mercado Francês e Chinês.
2015 revelou igualmente uma evolução positiva numa área crucial para a dinamização do setor, a área da reabilitação, na qual se engloba o segmento residencial e turístico, este último bastante impulsionado em 2015.

Os imóveis da banca continuarão a existir em números razoáveis, embora a qualidade de oferta tenha tendência a diminuir, o que irá exigir um maior grau de competência para a sua comercialização.
Quanto à minha área de especialização, dentro da mediação imobiliária, assistimos a mais um ano muito positivo. Todos os grandes, e mesmo pequenos, que intervêm no mercado da transação denotaram uma tendência crescente em resultados e número de transações, que resultam da conquista de quota de mercado ao próprio (pessoas que não recorrem ao serviço da mediação) e aos intervenientes que praticavam mediação imobiliária ilícita (pessoas que realizam transações mas que não estão licenciadas para o fazer). De referir ainda que este crescimento é bem espelhado nas redes, principalmente nas Norte-Americanas, que detêm hoje a liderança nacional no que diz respeito ao nível do serviço na mediação. Esta tendência de subida irá manter-se para próximo ano tendo em conta que se verificou um crescimento acentuado na emissão de novas licenças para a atividade de mediação.

Nesta atividade, e apesar de ainda não se verificar uma evolução nítida na qualidade do serviço, é notório o aumento da preocupação em receber formação. A maior parte das empresas de mediação imobiliária investiu fortemente em formação no ano de 2015, algo que nunca se verificou antes, mesmo quando a formação era obrigatória pela antiga legislação. Este facto exclui a formação ministrada nas redes, que sempre demonstraram uma preocupação elevada para com este ponto.

As empresas que investiram em formação com o objetivo de melhorar o seu serviço, evidenciaram cada vez mais a vontade de trabalhar em regime de exclusividade, reforçando a ideia de um serviço de partilha com parceiros do sector. Nunca se falou tanto em MLS (serviço de angariação múltipla só para profissionais licenciados) como neste ano, esta tendência manter-se-á, evidenciando assim uma evolução efetiva que terá de acontecer no sector da mediação imobiliária em 2016.

Resumindo, gostaria de partilhar os principais vetores que considero tendência para 2016:

• O investimento estrageiro vai continuar, principalmente o oriundo dos mercados Francês e Chinês;
• Vai continuar a aposta num maior investimento na área da reabilitação, com destaque para o turismo residencial;
• Continuação de ligeira abertura do financiamento em relação ao crédito à habitação;
• A banca continua a ter imóveis para vender, vai precisar de ajuda específica, dedicada e especializada para o fazer;
• A Mediação Imobiliária está a especializar-se e tenderá a tornar-se cada vez mais profissional;
• As Redes de Mediação Imobiliária continuarão a evoluir de forma nítida, face a empresas mais tradicionais e menos dinâmicas;
• A conquista de quota de mercado da mediação face ao próprio vai tornar-se cada vez mais acentuada.

Artigo publicado na revista Vida Imobiliária.

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