Entrevista para o Idealista.pt – 3ª Edição “Angariar para Vender”

Terceira edição do livro “Angariar para Vender”

Massimo Forte define-se como um especialista na mediação imobiliária. Nasceu em Itália, mas mudou-se para Portugal quando tinha 11 anos. E vive em Lisboa desde então (tem 45 anos). Entrou no setor imobiliário em 1993 e a ligação veio para ficar, tendo já uma vasta experiência na área. Atualmente é consultor, formador, coach, professor universitário e… escritor. Amanhã é lançada a terceira edição do seu livro “Angariar para Vender”.

“A primeira edição fez um ano a 24 de abril. Os mil exemplares foram vendidos em quatro meses. Depois houve uma segunda edição, em setembro [de 2014]. Foram também vendidos em oito meses os quase mil exemplares. A minha ideia com esta terceira edição é vender mais mil exemplares num ano, que já é um objetivo enorme”, começa por dizer, em entrevista ao idealista/news.

Sem hesitar, e com total honestidade, Massimo Forte revela que nunca esperou que fossem vendidos tantos livros e tão rapidamente. “A verdade é que ‘Angariar para Vender’ está a ser um sucesso, algo que nunca me passou pela cabeça”.

E como nasceu a ideia de escrever o livro? “Surgiu em meados de 2009, quando fui convidado pela Escola Superior de Atividades Imobiliárias (ESAI) para dar aulas de mediação imobiliária. Havia que refazer o programa da cadeira e comecei do zero. Com o meu ‘know how’ começou a ser elaborada uma sebenta e assim criei o programa, que veio sendo atualizando todos os anos. E em 2011 pensei que tinha de fazer um livro, porque não podia ser só uma sebenta”, conta.

O autor revela a possibilidade do livro poder ser editado para fora de Portugal, mas prefere estar focado no mercado português: “O livro fala muito do mercado norte-americano, com as devidas aplicações à realidade do mercado português. Os mercados onde podia fazer uma versão especial seriam o espanhol e o italiano, que são muito parecidos ao português e a adaptação seria relativamente fácil.

Edição “virada” para o investimento estrangeiro

Sobre a terceira edição da obra, que é lançada amanhã em Lisboa – no Rooftop do Hotel Mundial, às 18h30 –, Massimo Forte revela que haverá um espaço dedicado ao investimento imobiliário estrangeiro, um tema que tem estado na ordem do dia. “Portugal é muito apetecível, mas mais por uma questão fiscal. É claro que há sol, praia, um nível de vida interessante, segurança etc., mas Portugal compete com estes fatores com o mundo inteiro. Mas há uma coisa que em outros países não é tão competitiva, a questão fiscal. Por isso temos, por exemplo, o Golden Visa em força. E o Golden Visa português é dos melhores, porque a pessoa só precisa de estar no país uma semana por ano”, revela.

O especialista considera que o Golden Visa foi uma boa medida, mas alerta para a possibilidade de haver “algumas quotas anuais, sobretudo nas zonas históricas”. “Devíamos preservar um pouco a questão dos grandes centros da cidade, por uma questão cultural e de reabilitação, mas acho que a medida do Golden Visa é ótima, solucionou-se muita coisa”.

E que conselhos daria às pessoas que gostavam de entrar no mundo da mediação imobiliária? Massimo Forte responde quase sem pensar: “É preciso muito trabalho, esforço e planeamento. Há que pensar mais nas pessoas, perceber as suas necessidades, ir à procura das pessoas que querem ser ajudadas. Não vale a pena tentar ajudar alguém que não quer, não precisa ou não tem vontade de vender a casa mas quer pô-la à venda na mesma. Assim não vou conseguir ajudar. Por isso tenho de saber dizer não. Um médico também não cura quem não quiser ser curado. No fundo, o objetivo é ajudar as pessoas a vender o seu imóvel”.

Segundo livro está em marcha

Em cima da mesa está ainda a possibilidade de escrever um segundo livro. Massimo Forte prefere, pelo menos para já, não se centrar muito neste tema, mas revela que a obra “já está em marcha”. “Já o estou a escrever há mais de um ano, só que ainda não está como quero. É de mediação imobiliária, claro, mas vamos dar um salto para um nível maior, o que me está a exigir mais investigação. Não sei se será 2016 ou 2017, mas não estou muito preocupado com isso. Só sei que está em marcha e que vamos ter um segundo livro”, conta.

Artigo publicado no Idealista.pt

 

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