GARY KELLER O TONY ROBBINS DA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA…

Franzino, vestido habitualmente de preto, cabelo praticamente branco, voz suave e algo monocórdica, mas extremamente assertivo e convicto, esta é a primeira impressão que tenho de Garry Keller, o líder da Keller Williams.

Sei que com o título que dei a este artigo, criei uma certa incongruência, e até uma certa antítese, aceito a crítica, mas não totalmente pois agora vamos às parecenças…

Olhar direto, discurso claro, muito forte nas suas convicções quando fala para a sua “família” e humilde na admissão dos erros que cometeu para chegar a uma posição muito próxima do líder em faturação na Mediação Imobiliária nos Estados Unidos, “falta mesmo pouco” refere com muito entusiasmo. Não ensina como fazer, pois já o fez, e tem equipas que hoje fazem isso prefere antes desenvolver outro aspeto a que lhe chama de cultura, eu vou um pouco mais além e diria que hoje trabalha o mindset.

Se há algo que caracteriza a sua empresa é sem dúvida a boa definição dos níveis neurológicos, ou seja, o “para quê?” e o “porquê?”, e quando comunica incute os valores em que acredita, e incute que as convicções não devem limitar, refere ainda que foram as suas convicções que lhe permitiram chegar onde chegou hoje e reforça que cada um terá as suas, apenas têm que descobrir quais são. Faz questão de relembrar no seu discurso a Visão e Missão da sua empresa para que ninguém se esqueça, dá sempre exemplos de como chegou até aqui e explica porque acredita que está no caminho certo, caminho que desafia todos a seguir.

Não está sozinho nesta caminhada pois a maior parte das vezes, ao lado de um grande homem, há sempre uma grande mulher. Mo Andersen é a pessoa que nesta família representa a alma a qual não tenho dúvidas que será eterna. Se o Tonny Robbins tem 60 anos e ainda hoje me espanto com a sua vitalidade, a Mo tem 80 e fala para mais de 17 mil pessoas emocionando-se e emocionado uma mulher potente e um grande recrutamento de Mr.Keller.

Gary Keller aparece apenas nos momentos cruciais e faz o que em português se chama o “discurso da nação”. Vai extremamente bem preparado e sempre apoiado pelo seu sócio e amigo Jay Papasan que é mais uma peça chave deste mindset. Também se diverte e incentiva com mensagens e associações como o Tonny Robbins faz, a música é hard rock e o que despoleta e desperta o mindset é a música dos AC/DC a que todos se ligam e ao som da qual todos dançam apoiando-se mutuamente, não fosse a Keller Williams uma verdadeira família. Em determinada altura revela que todos os seus “segredos” são apenas PNL (Programação Neurolinguistica) e incentiva humildemente: “vejam o Sr.Tonny Robbins e leiam o Poder sem Limites”.

No último dia não aparece, já fez o seu papel pois ele é o cérebro, mas não é a alma. É a Mo Andersen que conclui com um discurso inesquecível em que mesmo o mais frio não vai conseguir conter a lágrima, porque no fundo e afinal, “it’s not about the money”.

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