GRAZIE GIULIETTA…

Alfa Romeo, uma marca com uma história, dentro de outra história…

Não é por acaso que sou um apaixonado pela Alfa Romeo, afinal, a sua marca tem como logotipo o símbolo da minha cidade, Milão, símbolo este que remonta à Idade Média e às famílias Visconti e Sforza, as duas grandes responsáveis pela identidade da cidade. Mas a minha paixão tem um laço emocional ainda mais forte, nos anos 70 o meu pai tinha um Alfa Romeo junior 1300, e quis o destino que numa viagem muito atribulada até ao hospital fosse este efetivamente o local onde a minha irmã viria a nascer! Apesar deste feito, o meu pai sucumbiu à tendência dos carros alemães durante algum tempo, mas nos últimos anos voltou às origens com um Alfa Romeo 166 V6 turbo, trocando-o mais tarde pelo mesmo modelo, mas turbodiesel, pois o primeiro tinha uma relação demasiado próxima com as bombas de gasolina… Não posso dizer que sempre fui um Alfista puro, mas hoje tenho tudo para sê-lo, pois o meu sangue está cheio de cuore sportivo!

Quando iniciei o meu projeto pessoal há cerca de 3 anos, uma das primeiras necessidades foi a de comprar um automóvel, contudo, no inicio o projeto não tinha ainda disponibilidade financeira para o adquirir, e numa lógica de gestão consolidada decidi que teria de começar com os meios que felizmente possuía (e ainda tenho), com o meu já velhinho MX-5 com mais de 15 anos que me serviu de veículo para o primeiro ano de atividade. Quando começaram a surgir os primeiros resultados, estava na altura de decidir sobre a compra de um novo carro, mas não podia ser um carro qualquer, tinha de ser diferente (dentro do possível), versátil, e claro, não podia dar problemas. Muito antes do momento acontecer, comecei a visualizar o meu objetivo (funciona sempre), e ainda mesmo sem dinheiro para o fazer, já tinha a ideia de que “se comprasse um carro agora, seria sem dúvida um Alfa Romeo Giulietta”. Mas porquê um Giulietta?

  1. Pela minha origem, a minha identidade;
  2. Por ser diferente, com grande enfase no design;
  3. Pela diferenciação e estilo;
  4. Por ser desportivo;
  5. Por ter passado e alma.

Esqueci os problemas, os cavalos, o consumo, estava definitivamente apaixonado, e quando isso acontece, o emocional ganha sempre ao racional, mas de repente, o lado esquerdo do meu cérebro perguntou: Para quê um carro?

Foi nesta altura que a minha decisão se tornou difícil de tomar, vamos por partes:

  • Problemas? Hoje após 3 anos de carro e mais de 75 mil quilómetros, posso provar tranquilamente que isso para mim já é mito, problemas? Até ao momento, zero.
  • Cavalos? Poucos, efetivamente, mas bons! O meu Giulietta tem só 105, mas o binário é do outro mundo.
  • Consumo? Aqui não há milagres, eu já não ando tão depressa como noutros tempos, mas também não piso ovos, assim sendo, o consumo é o esperado.

 

Não há nada que a minha visão apaixonada não resolva, a pergunta que se impõem agora é, como alimentar esta paixão…

Quantos mais quilómetros faço, mais me convenço que nesta altura, não há melhor carro para mim. Por exemplo, gosto da tecnologia QB, afinal, isto é um Alfa Romeo, e isso significa que tenho de ter prazer de condução:

  • Cruise control, dá muito jeito nas autoestradas;
  • MP3, para ouvir a música que eu quiser, mas ainda tenho leitor de cd;
  • Sistema de alta voz, um jeitão para falar com clientes e família nos largos quilómetros que muitas vezes tenho de fazer;
  • DNA, assim posso escolher o tipo de afinação possível para qualquer tipo de condução (desportiva, normal, pisos escorregadios).

O que mais me espanta e me agrada neste automóvel, é o facto de conseguir aliar a fiabilidade, flexibilidade, e facilidade de condução, com design, estilo e diferenciação, basicamente, se eu tivesse de comprar um carro agora, voltaria a comprá-lo, por isso posso dizer…“Grazie Alfa Romeo!”

 

Artigo publicado na revista DO it!

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