O valor da conexão: está conectado consigo e com os que os rodeiam?

 

Em 2017, quando criei a Carla Costa Consulting tinha uma certeza: queria estabelecer-me por conta própria, ser feliz e realizada na minha atividade profissional. Acima de tudo, queria seguir um caminho que identifiquei como missão: ajudar pessoas e empresas a criarem estratégias de comunicação com significado que potenciassem as suas marcas, os seus negócios, e que estivessem alinhadas com a essência do seu ADN.

Perceber que era este o caminho a seguir demorou algum tempo. Resultou de um sonho que estava na gaveta, do duro confronto com a perda de alguém muito importante, que me despertou para a evidência de que o nosso prazo de validade é uma incógnita e, por fim, da experiência de 16 anos a trabalhar por conta de outrem, dos quais 6 anos foram passados a desempenhar funções num contexto internacional e altamente corporate.

Ao nível do contexto profissional, foram 16 anos incríveis e enriquecedores que me permitiram evoluir como pessoa e como profissional da área da comunicação. Tive o privilégio de contactar com pessoas que me ensinaram muito, pessoas inteligentes, experientes e apaixonadas, para quem a integridade e ética profissionais eram valores maiores. Tive igualmente a oportunidade de lidar com pessoas que representaram verdadeiros desafios, mas que desempenharam um papel fundamental, na medida em que me ajudaram a desenvolver algumas das soft skills que, hoje em dia, representam pontos fortes como a assertividade, diplomacia e resiliência.

O saldo foi positivo, sou otimista por natureza, e tenho plena consciência que todas as pessoas e experiências permitiram retirar ensinamentos que contribuíram para a minha evolução.

O ponto de partida da Carla Costa Consulting foi simples, enquanto consultora de comunicação, pretendia reger a minha atividade profissional de acordo com os meus valores primordiais: integridade, profissionalismo, resiliência, transparência e paixão. Com plena consciência da minha missão e dos meus valores, faltava definir a visão, que rapidamente se tornou clara: ajudar e conectar pessoas em torno de objetivos e propósitos comuns, fazê-las perceber que os seus negócios e as suas marcas só crescem e evoluem quando existe uma conexão genuína. Este fenómeno acontece sempre que há empatia e quando a comunicação e a linguagem são claras e coerentes, indo ao encontro do outro, seja ele um cliente, colaborador, parceiro ou fornecedor.

Entretanto, passou um ano, e é com um profundo sentimento de gratidão que constato que o meu alinhamento pessoal se reflete plenamente no trabalho que tenho desenvolvido, e que a missão e visão da Carla Costa Consulting têm acrescentado valor às pessoas, aos negócios, e às marcas que fazem parte deste universo, que a pouco e pouco, vai crescendo.

Com esta partilha, pretendo transmitir que na vida existe algo que nos pode transformar profundamente e está ao alcance de todos nós: a conexão.

Em primeiro lugar, a conexão connosco próprios. É um processo contínuo que compreende várias etapas, e passa por perceber o que nos move verdadeiramente, realiza e faz felizes. Ter a noção que algo que resulta para os outros, pode não resultar para nós. Porque temos uma essência, uma história e objetivos que são só nossos. Esta constatação é maravilhosa, e enaltece-nos enquanto seres especiais e únicos.

Depois, importa compreender que os sonhos têm sempre um motivo de existir, e que não devem ser menosprezados. Temos a capacidade de imaginar por algum motivo.

Se queremos realmente algo, porque não trabalharmos para transformá-lo em realidade? Pode ser um sonho simples ou desafiante, no contexto pessoal ou profissional. Seja como for, não há nada a perder, porque tudo na vida resulta em aprendizagens e lições.

Em segundo lugar, existe a conexão com os outros, porque são eles que acrescentam valor à nossa vida e aos nossos sonhos. É maravilhoso perceber o quanto é importante ter um universo de pessoas que compõem a nossa vida pessoal, familiar e profissional, mas sem nunca esquecer que a nossa vida é só nossa, e que para além de ser limitada, ninguém pode vivê-la por nós. Ninguém pode viver os nossos sonhos por nós. No entanto, podemos e devemos partilhá-los, e é aí que acontece a conexão exterior. Quando estamos conscientes da nossa essência, daquilo que representamos, do nosso potencial e sabemos quais os objetivos que queremos alcançar, podemos verdadeiramente envolver os outros, principalmente aqueles que estão alinhados connosco e que vão acrescentar valor a tudo aquilo que construirmos. É nesta fase que vamos procurar ou atrair pessoas que nos vão ajudar, ensinar e inspirar. E esta é a magia da conexão.

Qual é o seu nível de conexão interior e exterior? Reflita sobre esta questão e pense no que poderá alcançar se estiver verdadeiramente conectado consigo e com os que o rodeiam.

 

Artigo de Carla Costa

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