JLL destaca mais um ano excecional para o mercado português: 21% do investimento imobiliário da década concretizado em 2019


Apenas o ano recorde de 2018 supera este resultado, com um peso de 25%. Consultora contabiliza €2,8 mil milhões transacionados em 2019 e revela que o ano sustentou os elevados níveis de atividade atingidos no ano passado em todos os segmentos do imobiliário.

LISBOA, – 2 de janeiro 2020 – A consultora imobiliária JLL acaba de divulgar os resultados preliminares da atividade no mercado imobiliário português em 2019, salientando mais um ano excecional para o setor. O ano, que agora termina, manteve o desempenho do mercado em níveis semelhantes aos de 2018, o qual tinha registado recordes históricos, quer no investimento como na ocupação.

Em 2019, foram investidos €2,8 mil milhões em imobiliário comercial (*), um volume que representa 21% de todo o capital transacionado ao longo desta última década, contabilizado em €13,6 mil milhões. Tal peso é apenas superado pelos 25% registados em 2018, equivalentes a €3,3 mil milhões investidos. O mesmo se verifica na ocupação de escritórios, onde se deverão atingir este ano 187.500 m2 de absorção, ou seja, 14% dos 1,35 milhões de m2 ocupados entre 2010 e 2019. Em 2018, a atividade neste mercado ascendeu a 206.428 m2, 15% da década. Na habitação, a JLL antecipa cerca de 178.000 casas transacionadas no país e aproximadamente €24 mil milhões em vendas, representando sensivelmente 15% dos 1,21 milhões de casas vendidas na década e 16% dos €147,4 mil milhões transacionados. Tais resultados nivelam com as 178.691 casas vendidas em 2018 no valor de €24 mil milhões, ou seja, 15% e 16%, respetivamente, do valor contabilizado entre 2010 e 2019. No balanço de 2019, a JLL sublinha também a consolidação da atividade ocupacional no comércio de rua, além da emergência dos setores alternativos, bem como o incremento da promoção imobiliária com foco nos projetos de grande dimensão e na construção de raiz.

Pedro Lancastre, diretor geral da JLL Portugal, começa por notar que “o balanço de 2019 não pode ser mais positivo, pois foi um ano que não só sustentou os patamares históricos alcançados em 2018 como o fez num contexto de constrangimento da oferta. Além disso, o ano dá já sinais da tendência de diversificação para os setores mais alternativos e para os novos modelos de imobiliário. Esta diversificação, a par de uma forte retoma da promoção imobiliária que deu já passos bem significativos em 2019, vão ser duas das principais vias para a expansão do mercado nos próximos anos”.