APEMIP: A Voz da Mediação Imobiliária | Por uma mediação mais ética, moderna e respeitada.
A mediação imobiliária vive um ponto de viragem. O setor precisa de união, clareza e representação forte junto das instituições e da sociedade. É precisamente por isso que decidi integrar a lista liderada por Patrícia Barão à presidência da APEMIP para o mandato de 2026 a 2028.
Conheço bem a Patrícia e a sua forma de trabalhar. É uma profissional de ação, com visão estratégica e uma profunda compreensão da importância das pessoas neste negócio. A sua candidatura representa uma nova fase para a associação: mais próxima, mais moderna e mais conectada com a realidade do mercado.
Patrícia Barão é hoje Partner e Head of Residential da Dils Portugal, depois de uma carreira sólida na Herdade da Comporta, no Espírito Santo Property e na JLL, onde criou e liderou a área residencial. Com mais de duas décadas de experiência, traz consigo uma visão que combina estratégia, inovação e credibilidade, três pilares que qualquer organização precisa para se projetar no futuro.
Sob o mote “APEMIP: A Voz da Mediação Imobiliária”, esta candidatura quer reforçar o papel da APEMIP como entidade unificadora e representativa, valorizando o trabalho dos mediadores e das empresas que fazem parte deste ecossistema. Queremos uma associação que defenda a profissão, que forme continuamente os seus profissionais e que esteja presente nas grandes decisões que afetam o mercado da habitação em Portugal.
O futuro da mediação não se constrói com discursos, constrói-se com trabalho, transparência e visão. Acreditamos numa APEMIP mais próxima dos seus associados, mais ativa na defesa do setor e mais relevante na sociedade. Uma APEMIP que representa a credibilidade que queremos ver reconhecida em cada mediador.
Esta candidatura é um compromisso com o futuro e com as pessoas que todos os dias dão rosto e voz à mediação. E é por isso que me junto a ela, porque acredito que juntos podemos continuar a transformar o setor que é, e sempre será, de pessoas para pessoas.
O meu propósito em relação ao desafio que me foi lançado dentro desta lista é muito claro: contribuir ativamente para duas áreas que considero estruturais para o futuro da mediação, o novo código deontológico e a revisão da legislação da atividade.
O primeiro é uma questão de identidade. O código deontológico define quem somos e o que representamos enquanto profissionais. É o nosso contrato moral com o cliente e com o setor. Acredito que está na altura de o atualizar, tornando-o mais próximo da realidade atual, mais digital, mais transparente e mais centrado no valor humano da mediação. A ética é o que diferencia quem constrói confiança de quem apenas faz transações. E sem confiança, não há futuro.
O segundo ponto é a legislação. O enquadramento legal da mediação imobiliária precisa de refletir as transformações profundas do mercado e da tecnologia. Hoje, os mediadores enfrentam desafios que não existiam há vinte anos: plataformas digitais, captação online, marketing automatizado, inteligência artificial e novas formas de intermediação. Precisamos de uma legislação moderna, que proteja o cliente, defenda quem trabalha com profissionalismo e reconheça a mediação como a atividade estratégica que é para o mercado da habitação.
É neste equilíbrio entre ética e modernidade que vejo o futuro da nossa profissão. O setor imobiliário é, e continuará a ser, um negócio de pessoas. E são as pessoas que fazem a diferença quando têm princípios, propósito e preparação.