Os 5 superpoderes dos agentes imobiliários

Quem conhece o Massimo Forte sabe o quanto ele gosta de lançar desafios. A história do meu, aconteceu no final de 2018, à mesa de um restaurante italiano, em Lisboa “Carla, o que achas de criarmos uma formação de Marca Pessoal exclusiva para o mercado imobiliário. Nunca ninguém fez. É uma iniciativa inédita em Portugal!”

Depois da surpresa inicial, veio a certeza imediata de que sim, era um projeto que fazia todo o sentido e ia ser concretizado. E qual seria o nome? Queríamos algo simples e impactante. Surgiu pouco tempo depois: O Agente que Marca.

O Massimo é uma das pessoas mais dinâmicas e criativas que conheço. Admiro a forma como inova e acrescenta valor à sua comunidade. Sabia que juntos, tínhamos o conhecimento, a paixão pelo tema e as ferramentas necessárias para tornarmos consciente a importância de trabalhar a Marca Pessoal num setor tão exigente e desafiante onde o poder da individualidade e das relações humanas são cruciais.

Mas como é que se explora a Marca Pessoal se não começarmos pelo início? Tudo tem início dentro de nós. Com a consciência de quem somos. Nem sempre existe tempo ou vontade para parar, no entanto, esse tempo é fundamental. Só com autoconhecimento é possível criar uma marca pessoal de valor. Uma marca coerente e alinhada que reflita a essência individual.

O Tony Robbins tem citações brilhantes e, existe uma, da qual gosto particularmente “Your business is an extension of your identity.” Tudo o que criamos começa a partir de quem somos. Se o trabalho de autoconhecimento não existir, como é que vamos criar um negócio coerente e autêntico?

Esta foi a nossa principal premissa. Criar condições para que este trabalho possa ser desenvolvido e os participantes adquiriram conhecimento e ferramentas úteis no processo de construção de marcas impactantes e com valor para os seus colegas, clientes e parceiros.

O Agente que Marca é uma formação inspirada na importância do desenvolvimento pessoal. É um convite à reflexão, à conexão, à partilha e à ação. Dois dias em que um grupo de agentes imobiliários de vários pontos do país (já tivemos participantes de Bragança, Porto, Lisboa, Ericeira, Barreiro, Moita e Évora) aceitam partilhar quem são, as suas histórias, os seus desafios e o que desejam alcançar no futuro.

Os requisitos são simples: ter disponibilidade para escutar, olhar para dentro e refletir. Em seguida, vão tomar consciência dos seus valores, missão e visão, perceber o contexto interno (pontos fortes e pontos a melhorar) o contexto externo (oportunidade e ameaças), compreender boas práticas de comunicação online e offline, definir objetivos e criar um plano de ação para potenciar a sua marca pessoal no âmbito profissional.

Realizámos duas edições e, agora que caminhamos em direção à terceira, senti que seria importante partilhar o precioso feedback dos participantes. Traduzi estas partilhas em algo que designo como os cinco superpoderes dos agentes imobiliários.

 

Autoconsciência

Só é possível transformar algo verdadeiramente quando tomamos consciência. Quando ela existe, as nossas palavras, pensamentos, crenças e ações podem traduzir aquilo que tornámos consciente.

Se queremos mudar ou transformar algo nas nossas vidas, mas queremos fazê-lo através do exterior, ou seja, de fora para dentro, dificilmente vamos alcançar esse objetivo.

O meu exterior influencia e pode despoletar transformações, mas é no interior que tudo se transforma verdadeiramente.

 

Se um agente imobiliário quer tornar-se num profissional credível e acreditar que o consegue apenas por alterar a forma se veste poderá estar a iludir-se. Naturalmente, que o aspeto exterior e a forma como se apresenta importam, mas são apenas uma peça do puzzle que é a sua marca pessoal. Ela tem de ser vista como um todo, onde as peças são valiosas e se complementam. Por outro lado, se o agente acredita que precisa adquirir mais conhecimento na área das vendas, área jurídica ou sobre a zona onde atua, aí sim, estará a trabalhar os seus recursos internos, a capacidade de aprendizagem e otimização de conhecimento para depois colocar em prática ao serviço dos seus clientes.

A Paula destacou a compreensão da ligação estreita entre o eu interior e o negócio como um dos temas mais relevantes do curso.

 

Storytelling

Todos, sem exceção, temos uma história. E, não existem duas iguais, simplesmente porque cada pessoa e o seu percurso são únicos. Ao partilharmos quem somos, o que fizemos ou fazemos, o que vivemos, o que alcançámos, o que perdemos, o que sonhamos, o que nos move, de quem gostamos, do que gostamos, e a lista continua, estamos a criar espaço para nos conectarmos com os outros. É assim, que se criam pontos de identificação.

Porque é que admiramos alguém? Por norma, porque gostamos da sua história, daquilo que representa ou do seu trabalho. Este processo é válido para qualquer ser humano. Todos temos a capacidade de nos conectarmos com outras pessoas por simplesmente partilhamos a nossa história. Se os negócios são feitos de relações e para a existência das mesmas é preciso haver comunicação e partilha, o storytelling é fundamental. É ele que dá a conhecer e nunca acaba. É dinâmico. Tal como os seres humanos e os negócios, também ele está em constante transformação. A Cátia ficou feliz por conseguir elaborar o seu Storytelling e por este exercício ter despertado o seu lado criativo.

 

Criatividade

Somos seres criativos. Temos a capacidade de pensar, sonhar, gerar ação e concretizar. Ser criativo é ter ideias e transportá-las do domínio intangível para o tangível. Nos negócios, não basta ser empreendedor, bom vendedor, bom comunicador, também é importante ser criativo. A criatividade promove e alimenta a diferenciação, a inovação e o posicionamento.

Ser criativo não significa não ter medo de sonhar, não ter medo de escrever, não ter medo de não ser capaz, não ter medo de não conseguir. Significa ter medo, porque é normal, mas não ser refém dele. Significa arriscar, ultrapassar o julgamento (nosso e dos outros) e as crenças limitadoras. Quando eramos crianças, arriscámos, brincámos, desenhámos e fomos criativos. Com o passar do tempo e as responsabilidades da vida adulta, muitas vezes, na vida pessoal e profissional há tendência para relegar a criatividade para segundo plano, quando na verdade, ela é tão importante.

O Einstein dizia “Creativity is intelligence having fun.” Em todos os exercícios, mas em particular no storytelling houve, por vezes, alguma resistência inicial, mas todos acabaram por completar. Para alguns formandos foi libertador e até divertido, escrever e partilhar a sua história individual.

 

Branding

Os agentes imobiliários estão associados a marcas empresariais, as agências imobiliárias que, por sua vez, fazem parte de uma marca mãe ou umbrella. É este o funcionamento do setor imobiliário. Estas marcas tem uma identidade visual própria que cada agente deve comunicar no seu negócio, respeitando todas as normas. Acontece que, cada agente é uma marca pessoal, e do ponto de vista da consciência, do storytelling, da criatividade e do posicionamento é importante construir uma identidade visual que reflita estes elementos. Estamos a falar do processo de construção de branding que, por norma, está associado ao design gráfico. Tudo começa com a criação de logotipo que poderá ter vários elementos como lettering, símbolos, ilustrações e cores, mas independentemente de ser mais simples ou elaborado, acima de tudo, o logotipo deve refletir a essência da marca pessoal do agente.

Um dos case studies da formação é o Filipe Pereira. O Filipe transmite coerência e alinhamento entre a marca pessoal e a identidade visual ou logotipo. É uma identidade profissional e clean que remete para o seu ADN. Composta por lettering, símbolo e assinatura. A letra é simples, moderna e elegante. Existe um símbolo que faz a ponte para o seu aspeto exterior e imagem de marca. Tem uma assinatura em português e francês que remete diretamente para o seu posicionamento e target. O logotipo, o slogan, imagem, forma de vestir, objetos pessoais, entre outros, todos estes elementos contribuem para o processo de construção de branding de uma marca. Tudo se interliga e complementa.

Se pensarmos que existem mais de 30 mil agentes imobiliários em Portugal, talvez este facto possa reforçar a importância de criar uma identidade visual diferenciadora que valorize a marca pessoal de cada agente imobiliário.

 

Marketing

O branding é o elemento que serve de base e vai alimentar toda a estratégia de marketing. As ações criadas no online ou offline devem respeitar sempre o conceito do branding desenvolvido e o respetivo manual de normas criado pelo designer. As diversas técnicas de marketing permitem chegar ao target e criar leads que possam ser convertidas em clientes e vendas efetivas. Seja numa campanha de Facebook ou Instagram Ads ou num evento de promoção e divulgação a criação e organização dos mesmos devem respeitar o branding para que exista alinhamento, coerência e identificação por parte dos clientes.

A formação finaliza com um exercício que os participantes destacam como importante: o plano de ação. Um plano que, na maioria dos casos, contempla os passos para a construção e planeamento de uma estratégia de marketing que cumpra os objetivos individuais de cada um. Existem pelo menos dois objetivos transversais a qualquer profissional do ramo imobiliário.

O seu negócio é bem-sucedido e torna-se sustentável quando a credibilidade e uma boa reputação são imagens de marca.

Em resumo, estes são os cinco superpoderes que qualquer agente deste setor deve ter conta sempre que pensar em potenciar a sua Marca Pessoal. Como podem começar? Sozinhos ou com a ajuda do Agente que Marca. Será um prazer contar convosco, caso aceitem o nosso desafio.

Eu e o Massimo agradecemos a confiança de todos os que já fizeram esta viagem connosco.

Artigo da Carla Costa.